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Governo recua e adia votação da Reforma da Previdência

Os golpistas recuaram na votação da reforma da Previdência, mas a classe trabalhadora não pode baixar a guarda e deve permanecer em alerta. A CUT convoca os trabalhadores e trabalhadoras, movimentos sociais e toda a população para permanecer em alerta na luta contra a reforma da Previdência.

Mesmo os golpistas tendo recuado na votação da PEC 287 nesta semana, a luta deve continuar firme.

A ordem é aumentar, ainda mais, a pressão sobre os parlamentares. “Precisamos nos manter alerta e realizar ainda mais trabalhos de conscientização”, disse José Roque Santiago, presidente da CUT/SINTET. 

Entenda
Na tarde da última quarta-feira (13), o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) deu entrevista dizendo que o governo transferira a votação da reforma da Previdência para fevereiro.

Em seguida, por meio de nota, o Planalto desmentiu seu principal articulador no Congresso. Na nota, disse que o presidente Michel Temer ainda definiria com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), a data da votação. Depois disso foi um disse me disse.

A quem cabia o anúncio
O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que, na opinião dele, não cabe a Jucá ou a outro membro do governo definir a pauta de votações do Congresso. Para Ribeiro, a atribuição é dos presidentes da Câmara e do Senado.

Fechamento de questão
Pressionados pelo governo, alguns partidos “fecharam questão” a favor da proposta que o mercado tensiona para aprovar na Câmara dos Deputados.
Talvez, cientes que o governo não conseguiria reunir os 308 votos mínimos necessários para aprovar o texto se posicionaram para se livrar do assédio do Planalto.

Votação em fevereiro
O governo não pautou porque não têm os 308 votos para aprovar a proposta. E a tendência é perder mais apoios à medida que o ano eleitoral se aproxima.
O anúncio que vai votar em fevereiro é “jogo de cena” para o mercado, pois sabe que em ano eleitoral não terá condições de votar matéria tão polêmica quanto uma reforma na Previdência pública. O governo perdeu.
Fonte: Diap