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[TO] Sintet realiza protesto e cobra concurso público em frente à Seduc



Trabalhadores da educação realizaram, na segunda-feira (23), um protesto cobrando a realização de concurso público em frente a Seduc. O ato organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) contou com caixa de som e faixas estendidas nas calçadas da secretaria.

Os professores e dirigentes sindicais cobram a realização urgente de concurso público, visto que o último concurso da área foi realizado há mais de dez anos. “Sem concurso público, a própria aposentadoria dos professores fica comprometida, já que os trabalhadores em regime de contrato não contribuem para o Igeprev”, disse o presidente José Roque.

“Queremos a realização de concurso público para por fim a barganha de contratos no estado”, disse o secretário-geral Carlos de Lima Furtado.

Os líderes sindicais relembraram que a Secretária Estadual de Educação Adriana Aguiar foi filmada coagindo os servidores públicos contratados durante reunião em uma escola estadual de Ananás, onde Adriana pede apoio para a candidata apoiada pelo governador Carlesse na campanha eleitoral de 2020. “O fato fala por si. É lamentável e constrangedor que nos dias de hoje ainda presenciamos práticas coronelistas como essa”, disse outro professor.

As faixas cobravam resposta da Secretária quanto ao número de contratos temporários que ela se nega a responder ao Sindicato. Cobram ainda posição do governador Carlesse sobre a realização do concurso e também mostrou que confiam no trabalho do Ministério Público.

O ato foi realizado hoje, no mesmo dia em que estava marcado uma audiência entre Seduc e Ministério Público para tratar da pauta de realização do concurso.

O Sintet há anos denuncia a necessidade de concurso público, mas a gestão do Governador Carlesse, assim como as gestões anteriores, não demonstra vontade de fazer, resta ao Ministério Público fazer valer a ação civil pública que cobra o concurso. A ação do MP se deu após notícia de fato comunicada pelo Sindicato denunciando a forma eleitoreira com que a Seduc tem mantido os contratos.

O sindicato também cobrou a valorização da carreira dos profissionais da educação, como o pagamento das datas-bases e progressões atrasadas, assim como os retroativos devido.