O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), através da Regional de Miracema, entrou com um pedido de liminar no dia 13 de março para anular a sessão da Câmara Municipal de Miranorte realizada em 25 de fevereiro de 2025. Na ocasião, foi aprovado o Projeto de Lei nº 5/2025, de autoria da prefeitura, que altera a Lei Municipal nº 260/2010, que regulamenta o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Miranorte (IPSM). Para o Sintet, as mudanças impactam diretamente os direitos dos servidores, especialmente os aposentados, sem que houvesse consulta pública prévia.
O projeto modifica a estrutura administrativa do IPSM, incluindo a transferência da iniciativa da estrutura de cargos para o Poder Executivo Municipal e a possibilidade de o diretor do instituto solicitar servidores de outros poderes do município. Para o Sintet, tais alterações comprometem a autonomia do IPSM, tornando-o ainda mais dependente do Executivo, e podem prejudicar os servidores municipais ao modificar o regime previdenciário sem a participação dos diretamente afetados.
Diante disso, o Sintet requer a anulação da sessão legislativa que aprovou o projeto, já que nem uma audiência pública foi realizada o que impediu a participação dos servidores, tal ato fere os princípios constitucionais e direitos da categoria.
Ainda no dia 13 de março, o juiz responsável pelo caso encaminhou o pedido ao Ministério Público, que emitiu parecer favorável à concessão da liminar. O juiz, por sua vez, decidiu abrir prazo para manifestação da Câmara Municipal. Na última terça-feira, a assessoria jurídica do Sindicato entrou com um agravo para reforçar a urgência da anulação da sessão.
O presidente do Sintet Regional de Miracema, Iata Anderson, destacou que o sindicato está atuando firmemente na defesa dos servidores. "Não estamos quietos ou calados. Estamos agindo e vamos convocar uma assembleia na próxima semana para tratar dessa pauta e deliberar novos encaminhamentos", afirmou.
Iata reforçou que o objetivo é garantir a anulação da sessão de 25 de fevereiro. "Entendemos que o IPSM é patrimônio dos trabalhadores e trabalhadoras de Miranorte, e não de qualquer gestão", declarou. Para o Sintet, a administração do instituto deve permanecer sob responsabilidade dos servidores efetivos, ativos e aposentados, e não sob gestões externas ou pessoas indicadas.