O ano de 2026 começou com um alerta necessário: a saúde mental dos profissionais da educação não pode ser o preço pago pelo trabalho. Com essa mensagem, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) reforça que o bem-estar de quem ensina é fundamental para a construção de uma educação de qualidade.
No cotidiano das escolas, entre planejamentos, correções de atividades, cobranças e a gestão de conflitos, educadores e educadoras acumulam uma carga emocional muitas vezes invisível, mas profundamente desgastante. Diante desse cenário, o Sintet destaca o Janeiro Branco como um momento estratégico de reflexão e conscientização.
Neste ano, a campanha do sindicato tem como foco a desconstrução da ideia de que o profissional da educação precisa agir como um “super-herói” ou “super-heroína”. A entidade reforça que educar é uma atividade humana, exercida por pessoas que têm limites físicos e emocionais.
Ao longo do mês, o Sintet convida a categoria a adotar práticas de autocuidado, como respeitar o horário de descanso, estar atento aos sinais do corpo, a exemplo de insônia, irritabilidade e cansaço constante, e fortalecer as redes de apoio coletivo. O sindicato também reafirma seu papel na luta por condições de trabalho dignas, que não adoeçam a categoria.
A orientação é clara: não adiar o cuidado com a saúde mental. Para o Sintet, valorizar a educação passa, necessariamente, por valorizar a vida e o bem-estar de quem educa.





