O presidente do Sintet, José Roque Santiago, manifestou posicionamento contrário ao edital de redistribuição dos professores aprovados no concurso da rede estadual de 2023, publicado pelo governo do Estado.
Segundo ele, embora o sindicato seja favorável à redistribuição como forma de garantir a posse de mais concursados e fortalecer o quadro efetivo da educação, o modelo apresentado no edital é prejudicial aos trabalhadores.
“Somos favoráveis à redistribuição e sempre cobramos que mais concursados fossem chamados, porque defendemos o fortalecimento do quadro efetivo. É ele que garante qualidade na educação e segurança ao trabalhador. No entanto, esse edital é prejudicial e sacrifica a categoria”, afirmou.
José Roque destacou que o formato proposto pode comprometer direitos dos professores, ao exigir, por exemplo, a renúncia de sua vaga original sem garantias concretas de lotação futura.
“Como fica o trabalhador que renuncia ao seu direito e não consegue tomar posse? E se a vaga surgir no município de origem depois? Isso coloca em risco um direito líquido e certo e fere a dignidade dessas pessoas, que já enfrentaram muita luta e espera”, pontuou.
O presidente também informou que o sindicato já provocou a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) para abrir diálogo sobre o tema, apresentando sugestões para que nenhum profissional seja prejudicado no processo.
Além disso, o Sintet relata o recebimento de diversas denúncias apontando irregularidades e prejuízos no edital.
O concurso da educação estadual, realizado em 2023, foi uma demanda histórica da categoria. No entanto, o sindicato reforça que ainda existem pontos a serem corrigidos, como o edital de redistribuição e a convocação dos candidatos remanescentes.



