Durante sua participação no Seminário Estadual da Direção do SINTET, realizado nos dias 30 e 31 de maio, em Palmas (TO), a presidenta da CNTE, Fátima Silva, destacou que a defesa da democracia, dos direitos humanos e da educação pública constitui a base da atuação dos educadores e dos movimentos sociais.
Fátima integrou a mesa de abertura do evento na sexta-feira (30) e foi conferencista na manhã de sábado (31), quando abordou o tema “O movimento sindical da Educação no mundo e na América Latina com o protagonismo da CNTE”.
Ao falar sobre os valores que orientam a militância sindical, a dirigente ressaltou o compromisso dos trabalhadores da educação com a construção de uma sociedade mais justa e solidária.
“Todos nós somos lutadores dos direitos humanos, lutadores pela democracia. Somos educadores que queremos o melhor do mundo não apenas para nós, mas para todas as pessoas com quem convivemos e também para aquelas que nem conhecemos. Entendemos que o que é melhor para nós também deve ser melhor para toda a humanidade”, afirmou.
A presidenta da CNTE também defendeu a paz e criticou os conflitos armados em diferentes partes do mundo.
“Somos contra as guerras, somos pela paz. Não existe guerra santa e não existe lado certo ou lado errado em uma guerra. Defendemos a educação pública de qualidade para todos, independentemente de onde estejam e em que país vivam”, ressaltou.
Segundo Fátima, os princípios da democracia, da justiça social e da defesa dos direitos humanos orientam a atuação dos trabalhadores da educação em diferentes espaços de organização social.
“Esses princípios nos norteiam para estarmos no sindicato, na CNTE, na CUT, em uma militância partidária, filiados ou não. Muitas vezes as pessoas associam essa defesa de direitos a um partido específico, mas, na verdade, o que defendemos são princípios democráticos e de justiça social”, disse.
Ela destacou ainda que esses valores também se refletem na atuação comunitária e religiosa de muitos educadores.
“Temos militância em nossas comunidades e em nossas igrejas, mas uma fé que transforma, que promove justiça e solidariedade. Somos referência nesses espaços porque carregamos esses princípios para além da atuação sindical”, concluiu.
Reconhecimento
Durante o seminário, Fátima Silva recebeu diversas homenagens em reconhecimento à sua trajetória de luta em defesa da educação pública e dos trabalhadores da educação. Entre elas, um certificado de mérito entregue pelo presidente do Sintet, José Roque Santiago.
A dirigente também foi presenteada com lembranças que representam a cultura tocantinense, ofertadas pela coordenadora do Coletivo de Mulheres do Sintet, Iolanda Bastos, pela secretária de Formação do sindicato, Silvinia Pires, e pela presidenta do Sintet Regional de Gurupi, Gabriela Zanina.
Agradecimentos
Ao saudar a participação da presidenta da CNTE, Fátima Silva, o secretário-geral do SINTET, Carlos de Lima Furtado, destacou a importância da presença da dirigente nacional no seminário e seu compromisso com a organização da luta dos trabalhadores da educação.
“Hoje temos a honra de contar com a presença da nossa presidenta da CNTE, professora Fátima Silva, que reorganizou sua agenda para estar conosco. Sua presença é muito simbólica, traz força, entusiasmo e esperança para quem está na luta cotidiana, em cada local de trabalho e em cada cidade. Ela nos inspira a seguir organizando a luta por uma educação pública de qualidade para todos e todas, socialmente referenciada”, afirmou.
Carlos também ressaltou que a realização do seminário coincidiu com as atividades da Semana da África, destacando a importância de valorizar a história e a identidade do povo negro.
“Este seminário acontece dentro do marco da Semana da África, e eu não poderia deixar de mencionar isso. Falar sobre educação é falar sobre nós, sobre o nosso povo, que teve sua história silenciada e muitas vezes contada por outros. Estamos aqui para reviver essa história e para contá-la a partir do nosso próprio ponto de vista”, destacou.





