Secretário-geral do Sintet e Secretário de Combate ao Racismo da CNTE, Carlos Furtado, participou na terça (12), em Brasília, da reunião do Coletivo de Combate ao Racismo da CNTE Dalvani Lellis. A reunião debateu sobre perspectivas e estratégias para a construção de uma educação pública antirracista e a efetivação de prática educacional antirracista nas escolas.
Dirigentes das secretarias de combate ao racismo das entidades filiadas à Confederação participaram do momento de reflexão e troca de experiências para a implementação de um ensino voltado à superação das desigualdades étnico-raciais.
“Um momento de troca de saberes e também de nos organizarmos para promover uma escola inclusiva e antirracista”, disse o secretário de Combate ao Racismo da CNTE, Carlos Furtado.
Diferenças que unem
A Professora Adjunta da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, Renísia Garcia, abriu as atividades do coletivo com a palestra “Educação, Antirracismo e Interseccionalidade: Caminhos possíveis e implementação da lei 10.639/2003, que introduziu o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira no currículo da educação básica.
Em sua fala, ela ressaltou ser crucial que o próprio movimento negro reconheça e considere as especificidades e diferenças que existem dentro dele para a construção de uma educação antirracista fortalecida dentro das universidades.
Coordenadora Nacional do Movimento Negro Unificado, a professora Rosa Negra, destacou o encontro como uma oportunidade de renovar energias e fortalecer o coletivo para o trabalho. Agradeço por estarmos discutindo pautas caras para nós”, disse.
“A lei 10.639/2003, já alcançou a maioridade e até hoje não vimos o trabalho sendo refletido nos estados e municípios… Nós, enquanto homens e mulheres negros, temos grande responsabilidade, pois somos o movimento que está implementando na ponta a pauta racial e defendendo a vida e história do nosso povo negro.”
Com informações da CNTE.