Professores de Porto Nacional paralisam atividades e cobram valorização da carreira

22/09/2026 22/09/2026 11:30 7 visualizações

 

Os professores da rede municipal de Porto Nacional paralisaram as atividades nesta terça-feira, 22 de setembro, no segundo Dia D de Paralisação da Educação realizado em 2026. A mobilização cobra da Prefeitura a valorização da carreira do magistério e o atendimento a reivindicações que se acumulam desde 2022.

Entre as principais demandas da categoria estão a implementação do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério no vencimento inicial, com aplicação escalonada na tabela de vencimentos, o pagamento das progressões funcionais e dos respectivos retroativos, além da revogação do decreto que suspendeu a tabela de vencimento prevista no Plano de Carreira do Magistério.

Os profissionais se concentraram na sede do Sintet Regional de Porto Nacional e, em seguida, realizaram ato público pelas ruas da cidade, com faixas e carro de som. Na sequência, os trabalhadores ocuparam a Câmara Municipal para cobrar dos vereadores apoio às reivindicações da categoria e a interlocução junto à gestão municipal.

Segundo a professora Lucélia Aires, a mobilização busca pressionar a Prefeitura pelo avanço nas negociações e pelo cumprimento dos direitos previstos na carreira.

“Hoje nós fizemos a segunda paralisação em prol da nossa pauta, que é o pagamento das progressões funcionais, que estão aí desde 2022 sem serem efetivadas. Estamos solicitando o retorno das negociações e queremos receber os nossos retroativos. Algumas progressões já começaram a ser pagas em consequência da paralisação realizada no mês de abril, mas ainda precisamos avançar”, explicou.

A professora também destacou a reivindicação pela revogação do decreto que, segundo a categoria, mantém suspensa a tabela de vencimentos dos profissionais desde 2022.

“Hoje nós não temos uma tabela de vencimento-base. O decreto que está vigente estabelece o vencimento inicial abaixo do Piso nacional. Por isso, viemos à Câmara de Vereadores solicitar que os vereadores cobrem da gestão municipal a revogação desse decreto e a atualização da nossa tabela de vencimentos, respeitando o Piso nacional desde o início da carreira”, afirmou Lucélia.

O movimento foi conduzido pelo presidente do Sintet, José Roque Santiago, juntamente com o diretor Neto Sérgio da diretoria regional de Porto Nacional.